Casa Sueli Carneiro recebeu o lançamento de “Cantos de Ancestralidade – Antologia Musical do Ilê Aiyê”

A Casa Sueli Carneiro, no último dia 11 de agosto, acolheu, em parceria com o Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, o lançamento da publicação “Cantos de Ancestralidade – Antologia Musical do Ilê Aiyê”, organizada por Valéria Lima, que participou do debate sobre a obra com comentários do militante e cofundador do Movimento Negro Unificado (MNU), Rafael Pinto, e mediação de Zezé Menezes, ativista da Marcha das Mulheres Negras e filha espiritual do Axé Jitolu.

“Cantos de Ancestralidade” reúne mais de 200 canções coletadas junto aos artistas que compuseram para os carnavais do Ilê Aiyê nestes mais de 50 anos de trajetória do bloco. Para Valéria, a musicalidade do Ilê Aiyê tem o papel de apresentar a historicidade da luta de resistência negra no Brasil e no mundo:

“As músicas do Ilê cantam a história do povo negro brasileiro e a história de vários países africanos e de personalidades negras que construíram a história do movimento negro deste país”.

Para Rafael Pinto, o livro tem potência pedagógica e de letramento no combate ao racismo:

“Este livro tem um papel fundamental no aprofundamento da educação antirracista e no ensino da história africana e brasileira, também na perspectiva e na contribuição que o povo negro deu para este país”.

A parceria se deu também com a Biblioteca Circulante Eva Alves Carneiro, que recebeu doações da obra lançada, as quais passam a integrar o acervo da Casa Sueli Carneiro e ficarão disponíveis para consulta.

“É mais uma oportunidade de a biblioteca circulante conseguir trazer diversidade de temas e assuntos para dentro da Casa Sueli Carneiro, a partir de mais um grande título”, declara Ionara Lourenço, bibliotecária e responsável pelo acervo da Casa Sueli Carneiro.

Ainda sobre a atividade em parceria entre a Casa Sueli Carneiro e o Instituto da Mulher Negra Mãe Hilda Jitolu, é importante ressaltar a oportunidade de aproximar legados, como nos conta Valéria:

“Ter a oportunidade de lançar Cantos de Ancestralidade na Casa Sueli Carneiro é, de fato, o símbolo do que foi construído pelas mulheres negras neste país”.

Natália Carneiro ressalta como estas memórias são ferramentas essenciais para a continuidade e a formação de novas gerações:

“Seja a família Carneiro ou a família Lima, estarem juntas novamente trabalhando estes legados, essas memórias de luta ou memórias de terreiro, é fundamental para que essas famílias possam contar suas histórias e para que outras gerações, não somente das famílias, mas também de militantes, possam ter esta base”.

Acesse a playlist com as entrevistas, ao vídeo resumindo como foi o evento e o álbum de fotografias.

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