Livro-Vídeo: Nós Migrantes
A vida migrante oscila entre guardar e deixar para trás, fazer novas combinações e associações que nem sempre podem ser explicadas e se tornam opacas nos termos de Glissant. A coleta artística tem a capacidade de reproduzir esse movimento, acolhendo cruzamentos e contradições. Criar a partir da fronteira foi o que nos permitiu abraçar o que para nós é confuso, contraditório e que não conseguimos responder
Nilen Cohen
Artista, pesquisadora, tradutora, brincante de cultura popular e migrante. Nasceu na Colômbia e reside no Brasil desde 2011. É doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ, onde também concluiu seu mestrado. É graduada em Artes Visuais com habilitação em Escultura pela USP (2019).
Atravessada pela performance, dança, vídeo, fotografia e escrita, sua pesquisa artística mergulha nas vivências migratórias e nas contradições identitárias do contexto latino-americano. Seus trabalhos buscam tensionar estereótipos e imaginários sobre a Colômbia e a figura da pessoa migrante, tecendo conexões entre territórios e incorporando a cultura popular e a festa como estratégias de preservação e ressignificação das identidades latino-americanas.
My Ray of Sunshine
Mãe e filha, separadas pelo oceano, usam ondas sonoras para se comunicar.
My Ray of Sunshine (2024) mergulha na memória do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas através do conceito de tempo espiralar. A obra imagina as mensagens de voz que uma mãe escravizada poderia ter enviado à sua filha. Um retrato do afeto como ato de resistência à violência da colonização.
Laís Andrade
Diretora, roteirista e artista visual brasileira-portuguesa.
A sua obra, inspirada pela migração e autobiografia, inclui “My Ray of Sunshine” (2024), premiada na exposição MANIFEST (França) e no Festival FUSO Videoarte (Lisboa), sobre a escravidão colonial, tema da sua pesquisa de Doutorado (Univ. Lusófona Lisboa).
Realizou “Flor de Estufa” (2021), sobre imigração ilegal, bem como “Ganha Pão” (2021) e “Diamante” (2023). Coescreveu “Como se o mundo não tivesse oeste” (2024), com Mónica de Miranda e Ondjaki. Atualmente participa da residência artística internacional Contested Desires (Barcelona, Accra, Chipre). O seu próximo filme, “Senha 13, Balcão 5”, aborda a migração na infância.
SERVIÇO
- Data: 25 de junho de 2026 (quinta-feira)
- Horário: Às 15h
- Onde: Casa Sueli Carneiro (Rua Gioconda Mussolini, 259 – Butantã, São Paulo/SP)
- Classificação Indicativa: Recomendado para pessoas a partir de 14 anos
V Festival da Casa Sueli Carneiro apresenta: Casa Sueli Carneiro, Ministério da Cultura e Governo Federal. Com apoio do Itaú via Lei Rouanet.