V Festival Casa Sueli Carneiro debate memória negra, reparação e disputa de narrativas em roda intelectual
Como a memória negra é construída, preservada e transmitida em uma sociedade marcada por apagamentos históricos? Quais caminhos têm sido criados para registrar experiências, trajetórias e saberes que por muito tempo permaneceram à margem dos arquivos oficiais? Essas são algumas das questões que orientam a roda intelectual “Com fatos e ficção: expressões das disputas pela memória negra”, que acontece no dia 23 de junho, às 19h, como parte da programação do V Festival Casa Sueli Carneiro.
Com curadoria de Ana Flavia Magalhes Pinto, a atividade reúne intelectuais negras e negros com diferentes percursos de formação e atuação para refletir sobre as possibilidades de enfrentar os silenciamentos e subdimensionamentos da história e da memória negras no Brasil e em outros territórios da Diáspora Africana. A conversa parte do entendimento de que a disputa pela memória também é uma disputa sobre o presente e sobre os futuros que podem ser imaginados e construídos.
O encontro busca destacar iniciativas de preservação, pesquisa, educação patrimonial, arquivos comunitários e práticas museais que têm ampliado as formas de reconhecimento das contribuições negras para a sociedade brasileira.
Participantes
Andressa Marques
Coordenadora-Geral do Plano Nacional do Livro e da Leitura (MinC), autora de “A Construção”, romance histórico cujo enredo articula os percursos de trabalhadores migrantes do nordestinos para a capital e as experiências de estudantes negras cotistas, descendentes dos primeiros.
Everton Rangel
Antropólogo, professor do Departamento de Ciências Social da PUC-Rio e autor do artigo “Arquivo racial: o que é e por que você deveria se importar”
Iliriana Rodrigues
Historiadora, mestre em Cultura e Territorialidades pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e pesquisadora especializada em acervos fotográficos da diáspora negra. Atuou como pesquisadora visitante na Universidad Autónoma de Madrid, na Espanha. É coordenadora da Escola MASP, e curadora assistente da exposição Gordon Parks: A América Sou Eu, realizada pelo Instituto Moreira Salles.
Max Maciel
Idealizador do Programa Jovem de Expressão em Ceilândia (DF), deputado distrital atuante destacadamente nas pauta da cultura negra e periférica e da mobilidade urbana, autor do romance “Filhos do Pó Vermelho”, ficção inspirada em experiências de jovens negros periféricos moradores das periferias da capital federal.
Ana Flávia Magalhães Pinto | Mediação
Historiadora e jornalista, com atuação interdisciplinar. Professora da Universidade de Brasília (UnB), no Departamento de História e no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos. Membra fundadora do Grupo de Trabalho de Arquivos Comunitários da Associação Latino-Americana de Arquivos (GTAC/ALA). Membra da Rede de Historiadores Negros, do Conselho da Casa Sueli Carneiro e da equipe do Instituto Cultne. Coordenadora geral da exposição “Reintegração da Propriedade: Narrativas da Presença Negra na História do Distrito Federal” e membra da equipe curatorial coletiva da exposição “Constituinte do Brasil Possível”.
SERVIÇO
- Data: 23 de junho de 2026 (terça-feira)
- Horário: Às 19h
- Onde: Casa Sueli Carneiro (Rua Gioconda Mussolini, 259 – Butantã, São Paulo/SP)
- Classificação Indicativa: Recomendado para pessoas a partir de 14 anos
V Festival da Casa Sueli Carneiro apresenta: Casa Sueli Carneiro, Ministério da Cultura e Governo Federal. Com apoio do Itaú via Lei Rouanet.